Não deixe a vida
escorrer por suas mãos

Você talvez não esteja mais aqui quando parar de scrolar sua rede social favorita.

Eu comprei um curso de marketing que o professor (se é que posso dizer que ele é um professor) dizia que você deve começar a história com um choque, ele exemplifica falando sobre um estupro de vulnerável, pois é, um estupro de vulnerável para prender a atenção do leitor. Segundo ele, nós estamos tão imersos na economia da atenção que precisamos cada vez de mais estímulo para olhar para algo. Não sei você, mas isso já me enoja. Minha vontade era pedir o reembolso, mas eu já tinha lido o livro todinho dele, seria justo? E agora, escrevendo esse texto, me pergunto se também não estou utilizando de um choque para chamar sua atenção? Tudo que nós lemos, vivemos, sentimos, contribui para o nós. Mas, deixo isso pra você, se você abandonar esse texto saberei que não estou tão diferente daqueles que critico.

Há um bom tempo eu venho refletindo sobre o lugar da arte no capitalismo financeiro, que em breve, se tornará o capitalismo de inteligência artificial, que vivemos. Mas para longe do óbvio, a arte não tem lugar nesse sistema. Como você pode mensurar a arte? Quanto vale um livro, além do óbvio, dos custos de papel, tinta, designer e outros? Nós que escrevemos imprimimos a nossa alma no significado limitado das palavras. Qual é o preço da nossa alma?

Nós nos acostumamos a comprar tudo: mercadoria e tempo, logo pessoas. E compramos os objetivos de arte. Dizemos que temos livros. Mas é impossível ter arte. Só é possível viver a arte. É óbvio que o sistema é quase como uma coisa viva e se adapta, por exemplo, eu mesmo vou te oferecer meus textos, exclusivos? É a linguagem do mercado. As minhas crônicas que são uma parte de mim, e você, em troca do seu dinheiro, poderá viver algumas experiências junto comigo.

E o que você ganha? Nada. O meu texto ele é meio inútil, sabe? Ele não vai te ensinar a entender a nova IA do mercado, faturar 6 dígitos por mês ou investir seu dinheiro para você ficar rico ou te ensinar a conquistar o amor da sua vida. Estou rindo ao escrever isso, porque eu já comprei essas promessas, mas espero que você não.

O meu texto ele é para você viver, talvez, apenas talvez, a minha experiência narrada por aquelas palavras possa servir de inspiração para algo, ou pode simplesmente te entreter ou te divertir. Mas quando eu escrevo, eu desejo que você veja que as melhores coisas da nossa existência estão longe do para algo. Lembra quando você juntava os adesivos do seu caderno para usar depois, e o depois simplesmente nunca chegava? A vida é assim. Precisamos viver o presente. Sair dessa fome desenfreada pelo atalho, pelo livro, pelo conhecimento, pelo jogo. Não paramos mais.

Por isso eu pensei nisso:

Você vai receber 7 cartas, uma a cada mês, durante 6 meses. A primeira é grátis.

Com textos escritos por mim, com minhas experiências e claro, terá uma pitadinha de uma ficção científica pra gente sentir um pouco o nosso presente. As ficções científicas vieram ao mundo para entendermos nosso presente e não especular o futuro.

Por que cartas? Precisamos sair um pouco do mundo digital, sentar, ler, olhar para a janela, olhar para o céu, voltar a sentir um pouco de tédio, lidar com a ansiedade de não saber quando a carta chegará, tudo isso é importante para recuperarmos a nós mesmos. Embora o texto seja inútil.

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"Embora o texto seja inútil, talvez ele sirva para você lembrar que as melhores coisas da nossa existência estão longe de servir para algo."

Gustavo Aranha

Gustavo Aranha

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